A PEDRA DO GÊNERO

Damião Cordeiro

“E o Paraíso tudo azul sem pecado e sem juízo dois passarinhos cantam pra esse amor” – 1985 – Baby/Pepeu

          Às luxúrias fogosas de dois tico-ticões do mesmo gênero; (ressalto que eles não batem as passarinhas por terem a liberdade pra essa opção degustativa, não); deus Eros deu asa e colher chá de volúpias-bolinhas-na-pele. Então, sem as decretadas penas, bem assim, bico com bico, esses dois bicudos por mais que botam o ato em prática, não apagam fartos incêndios de desejos recíprocos e verdadeiros.

Pena sem pena. Na catedral desse amor, os dois incansáveis passarinhos, abundantemente, fazem bastantes tico-tiquinhos no fubá.   

 

 

 

Cronista e compositor, um serranopolitano por acaso:     

 

 

 

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