NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

“NOS PIRINEUS DA ALMA” EM FASE DE DIAGRAMAÇÃO

O material sobre “Nos Pirineus da Alma”, livro de estreia do jornalista Alberto Sena,  já está com o diagramador Cléber Caldeira, de Montes Claros, profissional de primeira qualidade. Conta com prefácio da escritora doutora em Literatura, Ivana Rebello, posfácio do escritor e jornalista Itamaury Teles e contracapa do jornalista Felipe Gabrich.

O livro narra os lances mais importantes das duas experiências de Bento e Tudinha (Alberto Sena e Sílvia Batista) no milenar Caminho de Santiago de Compostela, na França e na Espanha, por onde o apóstolo Tiago Maior atuou em trabalho de evangelização.

GRÃO MOGOL: BANDIDOS EXPLODEM COFRES DO BRADESCO E DO CORREIO

Alberto Sena

Primeiro eles explodiram o cofre da única agência do Banco do Brasil. Foi em sete de junho. Um mês e 11 dias depois, eles voltaram com a mesma sede. Explodiram a agência do Bradesco e dos Correios nesta madrugada, a 1h20.

É possível que seja a mesma quadrilha. Deve ter achado fácil explodir do cofre do BB, e como depois do assalto tudo continuou do mesmo jeito de antes, eles usaram da mesma estratégia, fugindo em direção da BR 251, rumo a Josenópolis, numa HB20x cor prata.

GRÃO MOGOL: QUADRILHA EXPLODE COFRE DO BANCO DO BRASIL

Alberto Senna

A direção dos Correios precisa agir rapidamente para auxiliar Lúcio Panta. Ele está sozinho na agência de Grão Mogol e por esses próximos dias terá de atender toda a demanda do Banco do Brasil atacado nesta madrugada por sete ou até 14 bandidos não se sabe ao certo. Eles explodiram o cofre da agência com quatro dinamites e fizeram uma série de disparos para o ar a fim de inibir qualquer reação. “O cofre ficou desbeiçado”, diziam algumas pessoas hoje de manhã à porta da agência bancária localizada no Centro Histórico, na esquina das ruas Rua Cristiano Relo e Antonio Bemquerer.

GRÃO MOGOL: HORA DE SAIR DO COMODISMO

Alberto Sena

Ainda sob o calor provocado pelas dinamites explodidas dentro da única agência do Banco do Brasil (BB), no Centro Histórico, trato nesta oportunidade sobre a participação do Pelotão da Polícia Militar de Grão Mogol no episódio da explosão do cofre por uma quadrilha de bandidos; e outros pormenores.

Não se trata de “defender” ou “criticar” os policiais comandados pelo tenente Ricardo Batista de Souza. Todos eles são bravos, mas vários fatores contribuíram para acabar com a virgindade de Grão Mogol no tocante a ataques de quadrilhas especializadas em explodir caixas eletrônicos.

Não vou entrar no mérito da carência material da nossa polícia sob todos os aspectos para não passar informações aos bandidos. A realidade é nua e crua. Levando em consideração o fator surpresa, pois o ataque foi planejado minuciosamente, o que os policiais do pelotão poderiam fazer se todos estavam sendo vigiados?

Os bandidos tiveram tempo suficiente para identificar a casa de cada um. Perceberam a fragilidade e esquematizaram um plano de ação. E, porque são profissionais do ramo, executaram um ataque sem ferir ninguém, mas fazendo barulho para intimidar. Foi mais fácil do que tomar biscoito da mão de uma criança.

UM JEITO CHAPLINIANO DE SER

Alberto Sena

Uma cidade se transforma em metrópole quando ela perde os seus tipos humanos. Nem sei se ainda existe algum tipo humano hoje em Montes Claros. Não moro aí desde fevereiro de 1972, mas presumo, pode haver um ou mais em cada um dos mais de 350 bairros de Montes Claros.

Na época em que eu podia encontrar comigo mesmo em cada esquina, décadas de 50/60/70 muitos eram os tipos humanos, a começar do principal deles, o negro Tuia, natural de Grão Mogol. Ele tinha a língua cortada e carregava na cacunda a fama de ser ex-escravo. Era uma figura querida. Vivia com uma bituca de cigarro atrás da orelha, chapéu amassado na cabeça, vara em punho para afastar dele as pessoas inconvenientes. Tinha uma casinha azul de madeira na garagem do casarão onde funcionava a redação do O Jornal de Montes Claros, na Rua Doutor Santos, 103, onde é hoje uma agência bancária.