A LEI ROUANET

Haroldo Tourinho Filho 

O ministério da Educação e Cultura sempre disponibilizou recursos para projetos culturais. Cinema era com a Embrafilme, um dos braços do MEC, amputado pelo governo Collor. Verdade que ali havia abusos etc. Não cabe aqui entrar no mérito da questão. Mas outra verdade, e esta incontestável, é que sem apoio oficial a produção cinematográfica, dispendiosa como é, se inviabiliza. Países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália e escandinavos, Japão e Irã, Argentina e Brasil até a extinção da Embrafilme historicamente deram suporte à atividade. Do mundo dito comunista não é preciso falar. Encouraçado Potekim o diz. Enfim, onde inexiste algum tipo de apoio governamental não há cinema.

Afff!

Haroldo Tourinho Filho


Ontem, terça-feira, depois de passar no escritório do Leo e Hélio Ogando e ter pedido ao Matheus pra desligar o pc que usara, me despedi do Thadeu e esperei pelo Sam, amigo vizinho necessitando de atestado médico para seu caso de zica ou dengue. Providenciei. Em seguida encontrei Dalton Melo.
  - Cabs, Cabs, há quanto tempo? Vamos tomar uma.
  Ele já estava tomando. Declinei do convite. Relembrei a ele que eu e JK só bebíamos ao por do sol. Questão de higiene. Lamentou. Abraços. Como vai dona Olívia? Nos
despedimos tristemente.
  Chequei o Pateck Philippe. 18:15. Fui em Junim. Bom papo, pão de queijo, cafezim.
  - Fica mais, tá cedo.

Dona Carlota, Eu e a Eternidade... (Segunda parte)

Haroldo Tourinho Filho 

Dona Carlota não perdeu tempo. Pragmática, tão logo nos deixou resolveu em Salvador o seu futuro. Pelo que sei, via transmissão familiar, ela realizou os bens que lá possuía, repartiu o resultado com os netos até então solteiros, meus tios Carlito, Detinha, Therezinha e Rubinho - mamãe e José abriram mão de suas partes - e resguardou para si os rendimentos semestrais de uma fazendinha de cacau em Belmonte, Bahia, herdada da tia e madrinha Virgínia. Só então voltou a Montes Claros, onde cumpriria o restante dos seus dias.

Coisas de palco...

Haroldo Tourinho Filho 

Na década de 1960 não havia a chamada caixa de retorno (foldback) voltada para o palco. Músicos tarimbados muitas vezes se perdiam. Era preciso fazer uma ligeiríssima suspensão no andamento da canção para, num átimo, perceber sua posição, não cair n’água – sair do ritmo – e retomar o embalo. Esse tempo felizmente passou, mas roqueiros, metaleiros e outros demônios ainda se defrontam com o problema, a depender do equipamento, recursos de palco etc. e tal.

Dona Carlota, Eu e a Eternidade...

Haroldo Tourinho Filho

Primeira Parte

 

   - Vovó vem morar conosco! anunciou uma Lourdes eufórica. Dona Carlota era sua avó materna, minha bisavó e tataravó de minha filha Marina, que não a conheceu. O telegrama, ou western, como algumas pessoas nominavam aquele papel com boas ou más notícias, chegou por volta do almoço. Eu conhecera vovó Carlota em Salvador, onde passávamos os verões, mas aos seis anos de idade sua imagem fugia-me à mente, esfumava-se. 

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