Voando e rindo no lindo "Diário de Marina"

Raquel Mendonça (*)

                         Li num só fôlego (e risos, diante do pessoal, especial e extraordinariamente delicioso humor da nobre e encantadora autora) o belíssimo livro "Diário de Marina" de Marília Mendes Campos Versiani, com ilustrações marcantes de Marcelo Ramos, editado pela Gráfica O Lutador, de Belo Horizonte, onde foi lançado, na Livraria do Ouvidor, agora em Montes Claros, no Centro Cultural Hermes de Paula, na segunda-feira, dia 17.04.2017, às 17h30.

                         No feliz Prefácio, Rafael Arantes Versiani - difícil crer não seja poeta, escritor - já adianta: "A crônica como objeto textual é uma possibilidade de impedir que as memórias sejam devoradas pelo tempo. Neste livro, que você tem agora em suas mãos, a primorosa cronista Marília Mendes Campos Versiani apresenta seus retratos da vida e seu universo uma vez secreto: seu diário."

A MULHER E CASOS EMBLEMÁTICOS DE VIOLÊNCIA -

Raquel Mendonça (*)

Ao longo de décadas, pude acompanhar de perto o acontecer e desenrolar de casos e mais de violência contra a mulher, um deles na casa ao lado de onde acabara de me mudar, com a minha filha menina e a babá, após a separação.

O Perfil do homem ou parceiro agressor está, no mais das vezes, relacionado ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou ao uso de drogas ilícitas! O ex vizinho bebia até cair, dia sim, no outro também. A mulher?! De pequena estatura, com três filhos menores, ao lado de um "esposo" de alto tamanho físico e providencial magreza - que o tornava ainda mais frágil, especialmente quando embriagado -, mas que costumava espancá-la cruelmente, segundo vários relatos.

A Igrejinha do Rosário ou dos Catopês

Raquel Mendonça (*)

                               O livro "O Patrimônio Histórico de Montes Claros", de Milene Antonieta Coutinho Maurício, traz nas páginas 43 e 44 o seguinte comentário de Nelson Vianna, extraído do "Efemérides Montes-clarenses": Em 22 de maio de 1839, em resposta aos devotos de Nossa Senhora do Rosário, que requeriam lugar para a edificação do templo, o Fiscal da Câmara de Montes Claros de Formigas recomendou que se deferisse o pedido, ficando a rua com 45 palmos de largura, devendo a nova via ter, em sua entrada, nessa praça, uma direção reta. A igreja que se pretendia construir era a do Rosário, que permaneceu, por mais de um século, no início da atual avenida Cel. Prates, naquele tempo, rua do Jatobá. Trazia indevidamente, na fachada, a data 1834 sobre a porta principal. Foi condenada pela Prefeitura Municipal de Montes Claros, que a demoliu em 1960." Há controvérsia: a demolição se deu mesmo em 1960 ou 1962?!

INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS SOBRE TOMBAMENTO

Raquel Mendonça (*)

       Há pessoas que confundem tombamento com "tomamento", como, se ao tombar um bem imóvel, por exemplo, a Prefeitura dele tomasse posse e passasse a ter a obrigação de conservá-lo e não seus legítimos donos ou herdeiros! A medida de proteção impede descaracterizações ou demolição, mas o prédio pode ser alugado ou comercializado a qualquer tempo ou momento!

Seria maravilhoso se a Prefeitura de Montes Claros pudesse adquirir, negociar mais bens imóveis antigos, através de permuta com lotes ou prédios públicos, como é o caso - em estudo - da "Casa de Dona América", situada no coração histórico da cidade, que é a Rua Dona Eva, onde ficava situada a primeira casa de Montes Claros, ou seja, a "Fazenda dos Montes Claros", e o lote localizado ao lado do Sobrado dos Versiani-Maurício, na Rua Cel. Celestino, para a construção do primeiro Grande Teatro da cidade, mas isso nem sempre é possível.

"Festas de Agosto de Montes Claros" - A maior manifestação cultural popular tradicional da cidade

 Raquel Mendonça

“Deus te salve, Casa Santa

Onde Deus fez a morada

Onde mora o Cálix Bento

E a hóstia consagrada.”

        Montes Claros, “Cidade da Arte e da Cultura”, tem nas Festas de Agosto, - grande bem cultural imaterial do município -, a sua maior e mais importante manifestação cultural popular e tradicional, com 177 anos de existência e resistência, a encantarem e emocionarem montes-clarenses e visitantes a cada mês de agosto, que chega com a ventania, a criatividade e sabedoria populares.